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Ctrl+Alt+N é um post especial que traz conteúdo exclusivo voltado a quem curte relatos de experiências alheias. É um lugar atemporal, onde profissionais da área falam sobre suas experiências, sejam boas ou ruins, com clientes, empresas, softwares e tudo o mais relacionado a nossa área.


Reza a lenda que em 1895, quando o filme L’Arrivée d’un Train en Gare de La Ciotat foi exibido nos cinemas, as pessoas saíram correndo com medo de que o trem as atropelasse. O cinema era então uma mídia nova e pouca gente havia tido experiência com ele.

Com menos de um ano desde o lançamento dos modelos modernos de óculos de Realidade Virtual (VRVirtual Reality) pro grande público, criadores de filmes hoje se encontram na mesma situação que a indústria de cinema no início do séc. XIX.

A Realidade Virtual  já havia sido testada entre meados dos anos 80-90, mas só recentemente a tecnologia tornou essa mídia possível e voltou a interessar as pessoas. O problema é que , assim como toda nova tecnologia,  a expectativa e as dúvidas sobre VR são enormes. Ninguém sabe que tipo de conteúdo vai funcionar melhor ou vai ser possível de ser criado nos próximos anos. Ainda são milhares de possibilidades a serem testadas.

Inicialmente pensada para simuladores, e depois como um novo jeito de se jogar vídeo games, hoje se pensa além. A questão não é apenas como transferir o que já se faz para a mídia VR, mas como a VR vai transformar o jeito que fazemos: como a realidade virtual vai mudar o gameplay e o multiplayer em jogos? Como vai ajudar a contar histórias e a realçar a imersão que tentamos alcançar na cinematografia? Vários projetos de jogos, animação e filmes documentários em VR têm levantado muitos desafios e descoberto algumas questões muito interessantes. Além disso, têm mostrado novas formas de se contar e relacionar com histórias.

Questiona-se se os filmes VR devem ser chamados de filmes. Mais do que ser um filme ou jogo, o objetivo de projetos em VR  é ser uma experiência imersiva, em que a pessoa realmente se sinta dentro de outro ambiente e empatize de alguma forma com o espaço virtual a sua volta.


“De um lado do espectro, existem os filmes tradicionais; você senta numa cadeira e assiste a algo acontecer na sua frente. Na outra ponta, existem os jogos que exigem um alto grau de participação. Filmes VR ficam em algum ponto no meio, e dependendo da experiência, as expectativas da audiência podem variar bastante.” – TechCrunch.com


Criar filmes em VR é algo completamente diferente do processo comum a filmes para uma tela. Imagine, além das questões técnicas de um render real-time, como você criaria uma animação sem ter o limite de um frame, sem ter como controlar a câmera, para onde o “espectador” vai olhar e em que tempo? Isso além de cuidar do conforto visual e fisiológico da pessoa “assistindo”, que se não for considerado, pode causar de dores de cabeça a náuseas e até sensações de pânico!

Por isso os criadores de mídia VR estão aplicando técnicas que costumam ser usadas em filmes, vídeo games, teatro e narrativa oral, pra ver o que acontece. O resultado até agora é muito promissor. O potencial da VR está atraindo veteranos de Hollywood, da indústria da animação e dos games, e juntos eles estão criando uma nova realidade.

Alguns dos projetos animados mais interessantes até agora foram criados pelas equipes do Google Spotlight Stories, Oculus Story Studio, Penrose Studios, Baobad Studios e Motional LLC.

Pra acompanhar um pouquinho mais a fundo esse tema, vamos fazer uma série de posts aqui no blog falando desses e outros projetos, e que coisas interessantes eles já nos mostraram sobre a Realidade Virtual. Fique de olho nos próximos posts!

Fonte: Tech Crunch3d VR Central, Cartoon Brew

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