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Akira é uma das mais conhecidas e influentes animações já criadas no cinema. E reparem que não usei o termo “animação japonesa”, pois Akira transcende as fronteiras de linguagem, saltando por sobre os pré-conceitos estabelecidos a repeito das obras japonesas, e entregando tudo de melhor ao público seja em história, seja em técnica. 

Por conta do esforço e atenção aos detalhes em Akira, não importa se gostamos ou não de animes: o filme é obrigatório para fãs de animação, bem como profissionais de cinema em geral, e tem sido destrinchado ao longo dos anos por diversos críticos.

Em um vídeo recente, Evan Puschak – NerdWriter -, analisa como os artistas por detrás de Akira usaram a iluminação (lighting), para transmitir alguns temas do filme. Evan exemplifica como a luz em animação é complicada de se fazer e como difere de live-actions. “Desde o início”, ele comenta, “a iluminação é peça chave em Akira, pois Katsuhiro Otomo – criador de Akira -, considerava Tokyo um dos personagens da obra”.

A iluminação é usada de muitas formas aqui. O filme começa com uma luz piscando na entrada de um clube, já introduzindo o espectador para o tom que virá. O uso excessivo de luzes neon satura o filme e ajuda a construir a aura da época em que se passa, um mundo tecno-corporativo-cyber-punk. Em outros lugares, a luz ajuda a compreender certas coisas: a juventude rebelde de Neo Tokyo, bem como o poder das autoridades.

As luzes neon de Neo Tokyo tornaram-se uma espécie de comunicador que acena para o consumismo e o futurismo que a cidade incorporou. É um tema e formas usadas em inúmeras histórias cyberpunk, como Neuromancer de William Gibson e Blade Runner de Ridley Scott.

A iluminação quando bem usada demonstra o quão complicado e bonito um filme é. Além disso, Akira é um excelente exemplo de como animações utilizam elementos de fundo para reforçar a história.


Fonte: The Verge

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