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Auto-Foco: Katsuhiro Otomo


O Auto-Foco é um post que vai ao ar toda segunda-feira e traz, a cada semana, um artista em destaque. Seja animador ou motion designer, conhecido ou desconhecido, grande ou pequeno, vivo ou extinto; se for talentoso, o Auto-Foco o fará jus.


Katsuhiro OtomoKatsuhiro Otomo é um animador, ilustrador, diretor, roteirista e quadrinista japonês. Nascido em 14 abril de 1954 na província de Miyagi, Otomo cresceu dentre o turbulento anos sessenta do Japão, em que era rodeado pelas demonstrações de estudantes e trabalhadores contra o governo. Este período de mudança fez seu país tornar-se um contraste afiado à era de ocupação que aconteceu depois da Segunda Grande Guerra. As revoltas, demonstrações, condições caóticas globais deste tempo serviriam como inspiração para seu trabalho.

A animação dessa época (especialmente os trabalhos da Tokyo Animation Studios, Mushi Production e Toei Animation) influenciaram o jovem Otomo. Trabalhos como Gigantor, Astroboy e Hols: Prince of the Sun fizeram com que Katsuhiro quisesse ser animador.

Neo Tokyo na adaptação de Akira para o cinema

No entanto, sua grande paixão era assistir filmes norte-americanos. Costumava viajar quatro horas apenas para ir ao cinema. Filmes como Five Easy Pieces e Easy Rider serviriam como inspiração para Shotaro Kaneda e as gangues de seu aclamado mangá Akira.

Otomo mudou-se para Tóquio em 1973, onde lançou seu primeiro trabalho como quadrinista. Entitulado Jyu-sei, era uma adaptação da novela Mateo Falcone de Prosper Mérimée e abriu as portas para que publicasse com frequência na revista Action.

DOMU

Domu – 1980

Em 1979, a primeira publicação longa de Otomo surgiu. A série chamava-se Fireball, e foi um grande sucesso, pois mudaria o mangá tradicional a partir dali. Esse foi o início do interesse de Katsuhiro por ficção científica. Em 1980, lançou Domu que se tornou best-seller e ganhou o Japan`s Science Fiction Grand Prix Award.

Em 1982 surgia Akira, publicado na revista Young. Akira foi um estrondo e cresceu de forma a se tornar um dos quadrinhos mais influentes da história. Ganhou inúmeros prêmio pelo mundo e é considerado por muitos o melhor quadrinho já criado – seja em termos técnicos, seja roteiro.


Akira – 1988

No Ocidente, Katsuhiro Otomo é lembrado por Akira, mas não somente a isso se deve sua ilustre carreira. Ao longo dos anos, produziu e trabalhou em dezenas de filmes e séries. Dentre elas, vale destacar os fantásticos Freedom (2006), Memories (1996), Metropolis (2001), Mushishi (2006), Steamboy (2004) e Roujin Z.

Em 2005 foi condecorado cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras da França, e promovido a oficial da ordem em 2014. Tornou-se o quarto mangaká introduzido no Eisner Award Hall of Fame em 2012 e foi premiado com a Medalha de Honra do governo japonês em 2013. Otomo mais tarde recebeu o prêmio Winsor McCay no 41.º Annie Awards em 2014. Em 29 de janeiro de 2015, Otomo foi nomeado vencedor do Grand Prix do Festival de Quadrinhos de Angoulême na França, tornando-se o primeiro mangaká a vencer a premiação.

Freedom

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