Diário Keep in Motion

Capítulo 1 – Preparando o coração e o bolso

Destropier

Aqui vai o relato de quem veio para o Keep in Motion de outro estado, a experiência se torna um pouco mais intensa devido a todo o planejamento envolvido. No meu caso específico foi uma loucura frenética. Tive que negociar folgas, remanejar os horários das minhas turmas (Sou professor de animação no Senai), horas de pesquisas em relação a hospedagem e dessa forma a adrenalina só aumentava!

Lembro da sensação de êxtase quando sai de casa para o aeroporto, era tipo “meu Deus, tá acontecendo mesmo!!” Haja coração!!!

Emiri

Ficamos sabendo do evento mais ou menos 5 meses antes, e à medida que chegava na data e a cada post do instagram de “faltam XX dias para o evento” eu ficava mais ansiosa. Nesse meio tempo rolou um movimento no grupo do whatsapp de preparar cartões de visitas e adesivos e pra não ficar de fora comecei a preparar os meus também. Certamente a comunidade veio forte nesse evento.

Não sabia o que esperar, afinal nunca tinha ido a um evento antes. Até então não fiquei pensando demais sobre como eu ia interagir com o pessoal, só sabia que já seria muito legal por causa da lineup dos palestrantes.

Capítulo 2 – Adentrando o Olimpo

Destropier

Não vou negar que a ansiedade era descomunal dentro daquele Uber, e pra variar todos os semáforos estavam vermelhos, estava muito ansioso e já não tinha mais unhas para roer kkkkkkk.
Quando desci do carro e entrei no evento, fiquei meio que em choque, não sei descrever ao certo o que senti, então peguei o meu kit e fui em direção a área dos convidados. Putz a emoção de ver ao vivo pessoas que você troca ideia toda semana é algo indescritível, cada abraço e cada aperto de mão foi algo que tocou a alma.

Emiri

Um pouco antes de chegar no evento minha ansiedade foi à mil. Ficava falando pro motorista do Uber que eu ia passar mal ali mesmo, aliás fiz até um exercício de respiração. Mas no momento que pisei na calçada já deparei com o Dhyan, fiz minha credencial e fui direto pro restaurante em que o pessoal estava reunido. Incrível que depois de entrar e cumprimentar a todos que estavam lá, minha ansiedade não estava mais comigo. Me senti muito confortável naquele meio. Era onde eu pertencia.

Capítulo 3 – Ouvindo a palavra

Destropier

Bem agora chegou o momento de se acalmar e recompor para sugar ao máximo cada palestra, aliás não foram palestras, aquilo foi um descortinar da alma. Cada fala trazia uma verdade tão profunda, que não tinha como não ser profundamente tocado por elas. Cada um que subiu ao palco se descortinou, mostrou a sua humanidade, falando dos traumas, dos processos, das dores e assim como das alegrias.
Todos os que trouxeram a palavra estavam na mesma sintonia, a sintonia de quem entendeu que somos uma comunidade.

Emiri

Cada palestra mexeu de uma forma diferente comigo e como eu via o meu trabalho. Inegavelmente foi uma montanha russa de emoções. Um eterno aprendizado, tanto como os processos de criação funcionam, assim como um aprendizado de vida. Ver de perto a paixão de cada palestrante e como eles transferem isso a cada projeto me inspirou demais.

Começando pelo Broki, nos mostrando como o tempo é importantíssimo tanto em nossas vidas e nos projetos. Logo depois, a Nat Okimoto (minha primeira inspiração no motion) mostrou todo o seu processo de criação, fazendo algo totalmente artesanal no meio da pandemia. O Levy nos contou sua história de vida, de chapeiro a um motion designer que inspira toda uma comunidade.

Depois do Coffe Break, houve a palestra da ACACA, o famoso estúdio de animação que a primeira coisa que vem em mente é “você viu o site da Acaca?”. Lá o Ricardo e Rael (com um incentivo da Thábata na platéia) abriram o mic e contaram um pouco sobre o processo de criação, comentaram um pouco sobre as IAs e acima de tudo, como devemos nos organizar pra combater explorações. E por fim, com a maravilhosa resposta de “Não temos opção” quando perguntados do porquê eles fazem o que fazem.

De uma conversa descontraída da Acaca, fomos para a palestra do Marcel Ziul, que foi uma uma pancada no estômago de cada um que estava lá. Ele, em meio de 200 pessoas, mostrou toda sua vulnerabilidade e seus traumas. Além disso de como isso foi um combustível para continuar criando e animando. Me identifiquei muito, pois os meus sentimentos -nus e crus- sempre me guiam em meus trabalhos. É o que me dá forças pra continuar, sendo eles negativos ou positivos.

Por fim, a Supernova Duo contou sua experiência no mercado, deixou o mic aberto à perguntas, falaram da importância de você ser o seu maior crítico e contou histórias cabulosas que todo mundo já passou por.

Capítulo 4 – Dando a cara a tapa

Destropier

Não adianta ir ao evento maravilho como o Keep in Motion, e não fazer aquele network bacanudo! Troquei muita ideia com muitos talentos fantásticos, vendi meu peixe na fila do coffee break e distribui cartões e adesivos, tudo com muita simpatia e estilo kkkkkk

Emiri

Foi incrível conversar com tanta gente da área, me senti extremamente confortável, parecia que eu conhecia todo mundo há anos. Eu nunca havia experienciado isso, chegar em um lugar com tanta gente e não ter vergonha de ser quem eu sou, de conversar sobre qualquer coisa com qualquer pessoa que estivesse por perto. E isso se dá porque somos uma comunidade muito unida, todo mundo querendo ajudar o outro e estabelecer conexões genuínas.

Capítulo 4 – A noite é uma criança

Destropier

O evento só acaba quando termina kkkk, depois da parte oficial rolou aquele Happy Hour incrível, o povo tava alucinado! Para muitos a noite não acabou, e posso afirmar que a noite não foi uma criança naquele dia, foi um zigoto rs.

Emiri

Depois que acabou o evento, fomos direto pro Happy Hour que aconteceu à uma atravessada de rua de distância. Eu já estava extremamente feliz com o evento e pude conversar ainda mais com as pessoas que estavam por lá, depois de um tempo (e com umas bebidas na cabeça, confesso) parti pra dançar pagode e funk com uma galera! Sem dúvida fechamos o evento com uma chave de ouro!!!

Considerações finais

Destropier

Foi tudo muito maravilhoso e intenso, sai transformado do Keep in Motion. Para quem estava pensando em desistir, o KIM foi um balsamo e um oásis. Ano que vem nos vemos novamente !!!!

Emiri

Depois de um final de ano mega caótico, com perdas e tristezas, o KIM foi um grande respiro que precisava pra continuar na área e saber exatamente o do porquê estou fazendo isso. Agora o que fica são as memórias guardadas com carinho e uma expectativa ainda maior pro Keep In Motion 2024. Enfim, esperamos todos vocês lá! <3

E para saber um pouquinho mais sobre o evento, clique aqui.


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