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Papo Lemonade com Bee Grandinetti

Bee Grandinetti é uma motion designer, animadora e ilustradora brasileira, radicada em Londres, com experiências muito interessantes em alguns dos melhores estúdios do mundo.
Ela também tem se preocupado bastante com a presença feminina na indústria da animação e por isso criou o grupo PUN▽NIMATION (vimeo e facebook). Nós batemos um papo super legal  com ela pra saber mais sobre isso e sobre seu caminho como designer até aqui.

 

Layer Lemonade: Como você decidiu que iria estudar e trabalhar com design e animação? Você já tinha essa vontade desde pequena?

Bee Grandinetti: Lembro do meu pai me perguntando quando eu era novinha se gostaria de trabalhar na Pixar e eu responder: “De jeito nenhum! Eu amo desenhar, mas jamais vou conseguir desenhar bem o suficiente para fazer animação. Maior trabalheira louca”. Deu no que deu, haha. Continuo não desenhando bem o suficiente e dá a maior trabalheira louca mesmo.

Eu desenho desde que me entendo por gente. Era aquela pessoa que ficava no cantinho da sala, rabiscando, a aula toda. Aos 9, vendia desenhos de Pokémon pra galera na escola. Fazia caricatura dos professores, desenhava nas contra-capas dos cadernos, fazia o desenho pra camisa das olimpíadas da minha sala. Também curtia muito fotografia e comecei a fazer e vender cookies no colégio para comprar minha primeira câmera digital.

Quando tinha 15 anos, a gente teve um módulo super básico sobre cinema no qual a gente tinha que produzir um curta no final. A maioria do pessoal tava meio que se lixando pro projeto e eu, maravilhada, me sentindo num parque de diversões. Acabei dominando quase todas as funções do curta: escrevi o roteiro, fiz o storyboard, arrumei os figurinos, montei os cenários, filmei numa câmera terrível, editei e dirigi. A mais empolgada do planeta, haha! No fim, teve uma noite de exibição dos curtas com um mini-Oscarzinho. Todos que ganhavam um prêmio subiam no palco e tiravam uma onda. Eu acabei ganhando como melhor diretora, subi e desatei a chorar igual uma imbecil, falando sobre como eu tinha encontrado o que queria fazer da vida.

Quando prestei vestibular, o que mais queria era estudar Audiovisual na USP. Na época o curso era quase tão concorrido quanto Medicina (tem poucos cursos na área no Brasil, né?), daí acabei não passando na segunda etapa. Mas tinha passado pra Design Gráfico na UEMG, então resolvi fazer o primeiro ano e ver como eu me sentia. Qualquer coisa era só tentar a USP de novo. Acabei me apaixonando por design e esquecendo um pouco essa história de cinema e imagens em movimento por alguns anos. Até que no terceiro ano do curso a gente teve um breve contato com o motion e, de repente, voltou tudo.

Decidi fazer um motion como meu projeto de graduação e na época foi maravilhoso. Eu tinha me reencontrado com o audiovisual! Mas quando estava aí, toda encaminhada de novo, acabei indo para São Paulo fazer o Curso Abril de Jornalismo e logo depois fui contratada como designer na Box1824, um bureau de pesquisa de tendências e estratégias de branding.

Lá foi muito incrível em vários aspectos, mas eu trabalhava essencialmente diagramando apresentações de Keynote. O conteúdo era foda, mega inteligente e estimulante, mas depois de um ano e meio acabei dando uma fritada, ficando inquieta, querendo coisa nova e achando que tinha que dar uma chance pro motion de verdade. Foi quando resolvi largar tudo e ir pra Hyper Island.

LL: Falando nisso, conte um pouco pra gente como que aconteceu de você ir para a Hyper Island, e como foi sua experiência lá!

Bee: Eu já conhecia a Hyper de nome, pois tinha um pessoal do design de BH bem bom de serviço que tinha estudado lá. Também acabei lendo um pouco do curso de motion deles quando comecei a pesquisar por escolas na área. Quando estava morando em São Paulo, em 2012, tive a sorte de assistir uma apresentação de uma galera da Hyper que sempre sai em “turnê de recrutamento” e estava de passagem pelo Brasil. Fiquei maluca.

Na época meu salário era bem baixo e eu freelava durante quase todo o meu tempo livre para conseguir pagar as contas. Jamais teria conseguido pagar um ano de Suécia e estudos para mim mesma. Nesse ponto eu dei uma sorte danada de poder contar com os meus pais, que sempre me apoiaram em (quase), todas as doideiras que invento de fazer. Eles me deram a maior força e, felizmente, puderam me ajudar financeiramente nesse ano lá também. Mas é um baita privilégio e tenho bastante noção disso.

A Hyper é uma escola bem maluca. É muito, muito intensa, uma bolha. É quase um BBB que dura um ano inteiro. É uma escola sem professores e é bem focada em processo criativo e dinâmicas de grupo. Eles também estimulam muito todo um processo de autoconhecimento e sair da zona de conforto, então já imagina a bagunça, hehe. Foi o ano mais inspirador, criativamente fértil e também mais montanha-russa emocional da minha vida.

Em termos de conhecimento técnico, aprendi bem pouco sobre animação (o curso deu uma melhorada nesse sentido agora). O que sei de animação, aprendi mais sozinha, com amigos que sabiam mais que eu, nos estágios e trabalhando. Mas sem dúvidas ter largado minha vida confortável em São Paulo para ir pra lá foi a melhor coisa que fiz.

Em tempo: nós brasileiros temos essa mania horrível de glamourizar e supervalorizar tudo que vem de fora né? Mas na verdade foi na Hyper que descobri o quão boa a minha formação em design na UEMG foi, especialmente em termos de formação crítica. Foi lá que entendi o tamanho da bagagem que tinha graças à UEMG: uma universidade com recursos escassos, janela quebrada e banheiro sem luz, mas cheia de gente com vontade de fazer acontecer. Tenho uma gratidão gigante pelos meus professores e colegas de lá.

LL: Durante o curso na Hyper Island você tentou um estágio num estúdio de motion design de um jeitinho diferente… Como foi isso? 😛

Bee: Haha, ai gente. Então, durante a Hyper é obrigatório que você cumpra um período de estágio de 3 meses no fim do curso. Você pode escolher o lugar do mundo que quiser e tentar aplicar, mas a Hyper não te ajuda em absolutamente nada, então é tudo por sua conta mesmo. Cada amigo meu teve uma abordagem diferente. Teve gente que aplicou pra vários estúdios, teve gente que fez um .gif personalizado, fez um motionzinho especial pra um estúdio x…

Na época eu estava completamente apaixonada (e nunca deixei de estar), pelo trabalho da Giant Ant e resolvi apostar todas as minhas fichas tentando aplicar só pra eles. Fiquei pensando em como declarar todo o meu amor, e tive a idéia de fazer uma música (o que, na minha cabeça, fazia todo o sentido). E foi o que eu fiz. E deu certo! Ou quase.

Consegui o estágio, fui a pessoa mais feliz do mundo por um mês, até que descobri que não ia conseguir ir pro Canadá por causa de problemas de visto. Foi péssimo. Mas acabei ficando em Estocolmo e fazendo um primeiro estágio (que foi muito feliz), na Brikk. E foi graças à esses 3 meses extras em Estocolmo que eu acabei conhecendo meu marido também. Super acho que as coisas acontecem (ou deixam de acontecer), por uma razão 🙂

LL: No fim das contas você conseguiu estagiar e trabalhar como freelancer em muitas empresas e ótimos estúdios de motion e animação como Nexus Studios, BlinkInk, Animade, Giant Ant, Wonderlust, Partizan, Brikk, Universal Everything, e muitos outros. Com certeza cada um deles tem estilos bem diferentes de trabalhar. Mas quais que você gostou mais de trabalhar? Porquê?

Bee: Ah, acaba que vai mais das relações e intimidade que a gente constrói com as pessoas, né? E no trabalho ser gostoso também, claro.

Tenho muito amor e gratidão pela Animade. Amo trabalhar em estúdio menor e não consigo imaginar um lugar melhor para estagiar do que lá. Eles são mega cuidadosos e se preocupam muito com o desenvolvimento dos estagiários. Foi uma das épocas mais criativas e de maior desenvolvimento da minha vida.

Trabalhar na Nexus recentemente foi uma experiência muito massa porque é um estúdio enorme e com muita gente incrível em cada canto, cada um trabalhando num projeto mais foda que o outro. E foi um trampo grande, numa posição nova (de diretora de arte), que exigiu responsabilidades que ainda não tinha tido. Foi uma experiência bem de gente grande.

Trabalhei remotamente para a Giant Ant, o que me deu um gostinho da minha paixão platônica por eles que nunca teve espaço pra se concretizar. Quem sabe um dia né? Eles tem um lugar muito especial no meu coração 🙂 Conheço uma parte da equipe e são todos extremamente queridos lá! O trabalho em si foi mega suave, mesmo com uma diferença de fuso bizarra.

LL: Você já passou algum perrengue em algum desses lugares, do tipo: ter que fazer algo que você não fazia idéia de como fazer; ou de algo ficar muito mais complicado do que você esperava; ou de ter um prazo muito apertado e precisar correr contra o tempo, virar noite, etc?

Bee: Todas as opções acima? hahaha

Esse tipo de perrengue rola até hoje, né? E acho que nunca vai parar de rolar. Talvez suavizar um pouco. Prever quanto tempo uma animação vai demorar pra ser feita é uma missão que mesmo os produtores da Blink ou da Nexus (que são estúdios bem grandes) ainda ficam batalhando. E eu ainda tenho a mania de ser super otimista nas minhas estimativas, então de vez em quando rola uma madrugadazinha aí sim, hehe. Ainda mais porque eu tenho a impressão de que eu sempre escolho o jeito mais demorado e trabalhoso de fazer as coisas.

LL: Você é freelancer, mas já teve vontade de ser fixa de alguma empresa ou criar seu próprio estúdio? O que pra você é melhor e o pior/mais complicado em ser freelancer?

Bee: Já quis muito ser fixa em alguns estúdios, mas rolou um timing ruim ou obstáculos externos em todas as oportunidades até então. Quiçá nos próximos anos…? Ter um estúdio também seria muito foda, mas teria que ser um movimento muito bem pensado. Eu odiaria ter que assumir uma posição de gerenciamento e deixar a criação de lado. Eu tenho o maior prazer de passar o dia todo na frente do computador, produzindo. Fora que tem todo um cuidado com o tamanho do estúdio, em estabelecer uma cultura massa, etc.

Acho que o que me faz mais feliz de trabalhar como freela é ter a chance de trabalhar num projeto de cabo à rabo, ou pelo menos ter uma variação maior de papéis, respirar novos ares. Fazer um pouco de atendimento e produção, lidar com o cliente… Trabalhar com conceito, script, storyboard, design, direção e animação. Meu problema é que gosto muito de tudo isso, mas felizmente ser freela me permite ter um gostinho de cada coisa.

Ter a flexibilidade de poder trabalhar, viajar e estudar quando quiser também é maravilhoso. Mas essa flexibilidade vem com o peso de ter uma auto-disciplina bruta para dar conta do recado também. Acho que o pior lado é que as vezes você fica meio sozinha, né? Especialmente eu, que trabalho muito de casa, mas sou uma pessoa mega social. Quando você está num estúdio cercada de gente pra perguntar e aprender é muito foda. Sozinha, em casa, não rola essa troca massa.


LL: Você está a um tempo fora do Brasil. Estando fora, qual a visão que você consegue ter do mercado nacional e internacional para o designer/animador brasileiro?

Bee: Ah, 4 aninhos só, vai! hehe

Mas posso dizer que a minha experiência por enquanto me diz que o mercado aqui é muito mais saudável e gratificante. É um cenário absurdamente privilegiado e injusto, se comparado com os parâmetros daí. Tenho a impressão de que aqui as pessoas valorizam e entendem que animação boa demanda tempo. Elas respeitam esse tempo. E pagam bem por ele também.

No Brasil tudo é pra ontem. Os animadores têm que produzir uma quantidade absurda de segundos por dia e os orçamentos são sofríveis. Não tem tempo pra desenvolver idéias, errar, respirar, consertar, aprimorar, sabe? Rola um potencial absurdo que não encontra espaço pra desenvolver.

LL: Você acha que cursos online como a School of Motion, o Mograph Mentor, etc, podem chegar a substituir ou ser a melhor opção para futuros designers se especializarem? O que você acha da educação de design e áreas relacionadas a nossa indústria no Brasil?

Bee: Pô, taí uma pergunta difícil. Eu não ando muito atualizada sobre como anda a educação em motion no Brasil. Sei que na minha época era extremamente limitada. Motion era muito novidade ainda.

Eu acho que esses cursos online podem ser muito legais, ensinar coisa pra caramba (especialmente de software), e ser bem mais conta do que pagar por um curso presencial, ainda mais se for no exterior. Vejo um crescimento bem grande na demanda e na quantidade de alunos que procuram por essas alternativas. Mas posso dizer que, em termos de design, a UEMG me deu um embasamento crítico muito foda, construído devagarzinho ao longo de 4 anos. Eu não trocaria isso por nada e acho impossível conseguir um resultado assim num curso curtinho online.

LL: Recentemente o projeto Yes Equal trouxe alguns dados interessantes e propôs uma conversa maior sobre a presença feminina nas diversas áreas relacionadas ao design.  O PUN▽NIMATION também é um grupo preocupado com esse tema. Qual foi a intenção e qual o objetivo de vocês ao criar esse grupo?

Bee: Eu já conversava com a minha amiga Hedvig Ahlberg (que estudou comigo na Hyper), sobre o quanto a falta de mulheres no motion e esse cenário extremamente masculino me incomodava. Acabamos ficando muito amigas da Linn Fritz aqui em Londres e descobrindo que ela também sentia a mesma coisa. Daí resolvemos tentar fazer alguma coisa a respeito.

A gente criou o PUN▽NIMATION para conectar as mulheres do motion, divulgar o trampo delas, promover trocas, colaborações, aprendizados, dividir experiências. A idéia é que seja um ambiente inspirador e seguro pra gente se apoiar. Já temos mais de 700 mulheres lá e hoje o grupo se alimenta sozinho, cheio de posts com trampos fodas, gente procurando freela, compartilhando perrengue, pedindo indicação. É lindo de ver 🙂

LL: Existe uma dificuldade maior de nós mulheres nos inserirmos e nos mantermos no mercado? Você acha que é  mais complicado conseguir manter o equilíbrio da vida profissional X pessoal para as mulheres? E no ambiente profissional você já presenciou ou soube de casos de mulheres serem menos consideradas ou até mesmo desrespeitadas?

Bee: Eu poderia fazer o maior textão sobre esse tópico, mas vou tentar ser um pouco mais breve. Minha experiência até agora, especialmente se comparada com a minha prática anterior em design, diz que com certeza rola uma dificuldade maior para as mulheres no motion, especialmente de se manterem no mercado, por razões diversas.

Existe uma carência geral de “role models”. Você encontra pouquíssimas mulheres diretoras ou em posições de mais poder pra se inspirar e tomar como exemplo. É raro encontrar conferências onde rola uma divisão meio a meio entre os palestrantes. Das últimas conferências brasileiras que acompanhei de longe, o lineup era completamente masculino. Nenhuma mulher sequer, nenhumazinha. Isso passa uma mensagem inconsciente muito clara de que esses lugares “não foram feitos pra gente”. Ver uma pessoa parecida com você desempenhando um determinado papel é um empurrão muito foda para acreditar que você também é capaz de fazer o mesmo.

Conheço só dois coletivos que são formados apenas por mulheres. Já o contrário (estúdios formados por apenas homens), é extremamente comum. Na maior parte dos estúdios que eu piso, acabo sendo a única mulher animadora. Quando encontro outra, é geralmente no papel de produção ou atendimento.

Têm várias questões problemáticas que um ambiente muito segmentado assim pode acabar cultivando. Começa a rolar um “dude mode” que se reflete na cultura dos estúdios, nas escolhas dos freelancers (todo mundo quer sempre chamar os brothers, né?), na forma como você é tratada, nas negociações de salário, na falta de voz em reuniões, no tipo de feedback que você recebe pelo trabalho, nos papos pelos corredores, etc.

Tudo isso cria um ambiente bem hostil pra uma mulher que tenha um pouco menos de jogo de cintura (ou paciência) para lidar com ambientes assim. É cansativo e desproporcional. E eu entendo que muitas mulheres simplesmente enchem o saco e largam. Conheço algumas que acabaram enveredando para a produção, pois encontraram lá um lugar mais seguro e feliz, onde são mais respeitadas.

Acho que o equilíbrio da vida profissional/pessoal fica especialmente mais pesado para a mulher quando envolve maternidade. Já soube de caso de uma mulher sendo demitida de um estúdio bem grande aqui assim que eles souberam que ela ficou grávida. Eu tenho algumas amigas já sofrendo com isso e vejo um desequilíbrio enorme em como ter um filho afeta de forma diferente carreiras de homens e mulheres. A Laura Alejo escreveu um artigo ótimo sobre isso.

Sobre casos de mulheres sendo menos consideradas e desrespeitadas, já ouvi vários. Já aconteceu comigo e com quase todas as minhas amigas que trabalham no ramo. Alguns mais pesados, outros mais sutis (eu tive o “privilégio” do último). Mas vou poupar o textão e recomendar outro artigo muito bom que vislumbra um pouco disso também.

Tudo isso pra emendar também: se tá osso pras mulheres, imagina pros negros e pros LGBTQ’s? Conto nos dedos de uma mão quantos negros e gays eu conheço no mercado.

LL: Alguma dica de como se apresentar e entrar em contato com empresas para quem está buscando trabalhos fora do Brasil?

Bee: Esses estúdios recebem dezenas de e-mails toda semana de gente pedindo estágio ou emprego. Em determinado momento, esses e-mails começam a ficar extremamente repetitivos e perdem a relevância, sabe? Igual a gente recebendo 30 e-mails de Peixe Urbano toda semana. Quem vai receber esse e-mail lá do outro lado é gente como a gente também, então acho que vale tentar se colocar no lugar dessa pessoa. O que faz um e-mail te chamar mais a atenção do que os outros?

Geralmente uma abordagem mais pessoal, sincera e apaixonada vale muito. O que naquele estúdio em especial te fascina, porque seria um bom match você ir trabalhar com eles, e por aí vai. A partir do momento que a coisa vai pra uma esfera mais pessoal, já começa a ficar diferente de qualquer outro e-mail. E é sempre bom tentar manter o e-mail curto. Eu mesma sempre acabo respondendo os e-mails curtinhos na hora, pois eles exigem segundos do meu tempo. Os longos acabo deixando pra responder quando tenho mais tempo livre, o que as vezes demora pra acontecer.

RAPIDINHAS

LL- Papel & lápis ou caneta da tablet?

Bee: Papel e lápis pra começar, sempre que o prazo permite 🙂 Mas infelizmente tenho que ir direto pra tablet na maioria das vezes.

LL- Pra trabalhar: Manhã, Tarde ou Noite?

Bee: Tarde e noite. Amo trabalhar curtindo o silêncio da madrugada também! Acabo focando mais. De manhã eu geralmente acordo mega rabugenta e demoro pra funcionar.

LL- Pra Concentrar: Silêncio ou música?

Bee: Música pros momentos de embalo e flow. Silêncio pra quando o pepino é muito grande e tem que quebrar mais a cabeça. Mas eu escuto uns pianinhos as vezes também pra pegar no tranco.

LL- Vetor ou bitmap?

Bee: Tem espaço pros dois no meu coraçãozinho, difícil escolher. Tenho me encaminhado cada vez mais pra texturas, o que me leva mais pro bitmap, mas o illustrator continua sendo maravilhoso.

LL- Limonada ou o “afternoon tea”?

Bee: Putz, super me rendi pro cházinho com leite daqui. Juro que é maior gostoso!

LL- E uma curiosidade: Como Deborah virou Bee? 😛

Bee: Deborah é um nome de origem hebraica que significa abelha. Descobri isso na escola aos 9, e aos 11 o pessoal começa a aprender inglês, né? Desde então sou Bee, hehe. Até meus pais já desistiram de me chamar de Deborah.


O Layer Lemonade agradece muitíssimo a Bee por compartilhar um pouco do seu tempo conosco. Obrigada Bee! Muito bom conversar com você! Continue o seu ótimo trabalho!

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