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Descomplicando Hardware para Motion Designers | Ctrl+Alt+N

Nota do editor:

Este vídeo foi originalmente divulgado dentro da Jornada do Motion Designer, nossa série de vídeos especiais que antecede o lançamento do curso Motion Design Essencial.  Devido ao excelente feedback que recebemos, decidimos compartilhá-lo, aqui, no Layer Lemonade. Uma vez que, Hardware para Motion Design é um assunto controvérsio e escasso, além de interessar à todos, não é mesmo?

É bom deixarmos claro que as informações que trarei pra esse post são com base na minha experiência, artigos e recomendações da própria adobe. Não são verdades absoltuas. É bom lembrar também que estamos no Brasil, portanto algumas configurações que citarei ao longo do vídeo podem parecer caras, sobretudo para quem está começando.

Mas pra quem trabalha na área uma coisa é unanimidade: hardware é coisa séria.

Pois, para se executar um trabalho de forma rápida não basta apenas ter domínio de técnicas e softwares.  Isso é necessário. Claro. Mas tão importante quanto, é  possuir uma boa máquina como aliada: daquelas que aguentam o tranco do dia-a-dia e as inúmeras alterações em projetos.Bem, geralmente, os erros começam pelas peças primordiais que fazem de seu PC relevante para um determinado trabalho.

E antes de entramos nessas peças, a primeira pergunta que você deve se fazer é:  em quê software eu trabalho com mais frequência?

Essa pergunta é o divisor de águas para se fazer um upgrade parcial ou até mesmo trocar de máquina.

Por isso, eu gostaria que vocês respondessem a outra pergunta em relação à sua pipeline:  Se de hoje pra amanhã, algum dos softwares que você trabalha sumisse do mercado, qual seria aquele que te limitaria mais como profissional?

Pois é! Pode parecer que não, mas responder a essas perguntas é muito importante. Ou seja, a hierarquia da sua pipeline é quem irá te dizer o hardware ideal pra você

De nada adianta usarmos After Effects 7 dias na semana, 10 horas por dia e termos uma máquina responsiva em softwares 3D. Parece óbvio, mas não é! Nessa hora, muita gente comente alguns erros devido a fetiches em determinadas marcas, indicação de terceiros ou até mesmo desinformação.

Bem! Pra começarmos com o pé direito em nossas dicas: Tenha em mente que 99% dos profissionais de Motion usam After Effects em sua pipeline.

Baseado nisso, listamos algumas dicas de hardware para esse software:

DICA 01

o Processador – CPU – , é de longe a peça mais importante.

Para o After Effects, é recomendado um sistema X99. Esse sistema permite que processadores tenham um bom desempenho por core e frequência alta. Além de prover a habilidade de lidar com grandes quantidades de memória RAM.

No passado, ter mais núcleos era melhor para o After Effects. Mas hoje a coisa mudou, principalmente com as últimas atualizações do software. Pra se ter uma ideia, atualmente o after se importa mais a velocidade do processador do que com número de cores.

Duvida?

Tanto é verdade que um sistema usando um i7 Quad-core de 4.0GHz seja melhor do que um Dual Xeon 28-core de 3.2GHz. Claro, há outros fatores que temos de levar em consideração nesses casos, como o quantidade de memória RAM, pois a RAM é parte fundamental do fluxo de trabalho no AE.

Por falar em RAM, sabia que o mínimo de RAM requerida para se trabalhar no AE é 8GB? Quando falo de mínimo não é brincadeira.

Agora, se você quer um desempenho melhor no preview, aconselho o uso de, no mínimo 32GB de RAM DDR4. Pode parecer muito e sei dos custos elevados para essa configuração. Mas, se você puder, acredite em mim. Vale a pena.

DICA 02

Use SSDs.

Via cinemacamera.net

Ter o sistema e aplicativos instalados em um SSD é algo primordial pra uma boa desenvoltura e estabilidade em geral. Não é só uma questão de sua máquina ligar mais rápido. Usando SDDs a estabilidade e velocidade do After ou qualquer outro software aumenta e muito. E tem mais!

Aqui vai outra bomba:

Um sistema com 3 SDDs de 128Gb e um HDD de 1Tb seria o “mínimo do ideal” para trabalhar com Motion no AE.

Seguindo essa recomendação, o ideal seria:

  • Configurar um SSD pro sistema e apps,
  • Outro pra cache de disco do AE;
  • E um terceiro para renderização.
  • Dessa forma, o HDD ficaria livre somente para arquivos dos projetos.

Essa separação de arquivos e tarefas por vários SSDs agiliza muito o processo de leitura e escrita do AE, permitindo um ganho absurdo de desenvoltura nos projetos.

2.1 GPUs

foto: GPU Ryzen

E não podemos falar de hardware sem citar as GPUs, nossas queridas placas gráficas.

É bom que se saiba desde já que o AE faz pouco uso de aceleração via GPU. Alguns efeitos nativos e plugins usam essa opção, mas no geral sua GPU ficará ociosa.

Contudo, o Media Encoder e Premiere Pro – que acabam fazendo parte do fluxo de trabalho de um Motion Designer -, usam GPU, então é importante observar que ao menos no Render Output você usará aceleração via GPU. E isso é algo que faz toda diferença.

DICA 03

Dê atenção aos periféricos

Os periféricos são peças que nos permitem trabalhar de modo mais rápido e com mais qualidade. Falo de teclados, mouses e monitores.

3.1 – Teclado e Mouse

Com o tempo, descobri que usar teclado e mouse com macrokeys era algo essencial.

Isso permite um controle maior sobre o que se faz no AE, minimizando o tempo de execução de atalhos de teclado. Imagine resumir um atalho que geralmente usa 3 ou 4 teclas pra apenas uma! Agora imagine que esse atalho está no seu mouse, e vc nem precisa tirar a mão dele pra executar.

Pode parecer óbvio, mas se observarmos o tempo que ganhamos com uma ação tão simples, todos usariam macrokeys para trabalhar.

3.2 – Monitores

Sobre monitores, há centenas de opções no mercado, para qualquer gosto e bolso. Editores têm por preferência ilhas com dois ou três monitores, às vezes até mesmo quatro para dividir a interface de um Premiere, por exemplo. Isso se repete com coloristas, ilustradores, motion designers e assim por diante.

Mas opções de monitores super wide ou 4K são cada vez mais populares em nosso meio, e isso tem um motivo simples: você ganha espaço real com essas opções por conta da resolução.

Um monitor super wide de 29″ tem resolução de 2560 x 1080, e os topo de linha de 34″ com resolução 3440 x 1440; já os monitores 4K possuem resolução de 3840 × 2160 e isso é muito, muito espaço extra para se trabalhar com motion no AE.

Ainda há opções de se usar TVs 4K para trabalhar, o que é interessante, pois em geral são maiores e mais baratas que monitores comuns e, se bem escolhidas, têm a mesma qualidade.

No caso do uso de TVs 4K como monitor, há alguns pontos a se verificar antes de comprar: o primeiro e mais importante é que a TV precisa permitir resolução 4K com Chroma 4:4:4 a 60Hz.

O segundo é que sua placa de vídeo precisa possuir HDMI 2.0 para se conectar. Pois em geral TVs não usam Displayport, que é a entrada padrão para 4K em monitores dedicados. Então é bom verificar se sua placa possui HDMI 2.0.

Bem, para fechar gostaria de dizer que o melhor hardware é aquele que você tem no momento e pode pagar por ele.

E que a falta da configuração ideal não te desmotive a estudar e correr atrás de sempre evoluir.

E mais uma vez, sei que no Brasil as coisas são caras e nem sempre as condições de trabalho são as melhores. Por isso, trabalhamos esse vídeo partindo de condições ideais e não reais para a grande maioria.

Espero ter ajudado com algumas questões e dúvidas a respeito desse assunto.

 

 

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