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Esse artigo é uma tradução livre do post original Mac vs PC for MoGraph | Part 1: More Bang for your Buck? vinculado pelo School of Motion em 4 de janeiro de 2017, e escrito por Billy Chitkin.

Se você não está familiarizado com a imagem do topo do post, vale assistir ao vídeo abaixo para maiores esclarecimentos:

A Apple fez um anúncio de Hardware

A Apple faz anúncios regularmente, mas dessa vez incluíram o último modelo da linha Pro. Se você é usuário do Twitter, deve saber qual a resposta do “público Pro” em relação ao lançamento: trocando em miúdos, não foi das melhores. Já se passaram alguns meses, mas se usarmos a hashtag #macbookpro veremos que ainda têm gente discutindo o assunto.

raining_david_tennantAgora, caso você não seja um fã de novidades tech, talvez tenha perdido o que exatamente a Apple fez pra irritar sua base de usuários Pro. Muito da decepção geral sobre a Apple, vem do fato de que existe um vão entre o que se tem nos Macs atualmente e o que se precisa de verdade. Nesse instante, a Apple ficou pra trás em relação a processadores, além de não ter implementado o uso pleno de aceleração via GPU com o uso de CUDA. E ao invés de subirem ao palco para anunciar coisas do tipo, os caras trouxeram a Touch Bar e retiraram inúmeras portas extremamente úteis para usuários Pro. Isso sem falar dos que usam desktops, pois esses estão esquecidos desde o último upgrade do Mac Pro, lá em 2013.

Com tantos de nós se sentindo negligenciados pela Apple, talvez a tendência natural seja considerar uma mudança radical para o mundo do Windows. Assim, gostaríamos de dar uma olhada mais profunda no que isso significa pra os profissionais que usam macOS. Pra isso, fizemos várias pesquisas entre os alunos do School of Motion, questionando-os sobre tudo – desde qual computador usam atualmente, o que pensam sobre abandonar o macOS e o que sentiriam falta caso o fizessem. Conseguimos muita informação, e desse modo esse artigo será dividido em três partes.

Comecemos com a pergunta mais importante:

Se você é um Motion Designer, vale a pena mudar do macOS para Windows?

Essa pergunta é capciosa, e a resposta não se resume simplesmente a “sim” ou “não”. É uma decisão muito pessoal, mas cerca de 80% dos participantes da pesquisa disseram ter considerado/considerar a mudança.

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Todas as imagens via School of Motion

O processo de mudar de um sistema para outro é amedrontador. Nós entendemos isso, pois, mudar-se da plataforma que paga suas contas é algo grande, e certamente não uma decisão para ser tomada de maneira leviana. Você cresceu como profissional nesse OS, e usa um ecossistema que adora; contudo, o futuro do Motion Design em Macs parece incerto. Sabemos que todos têm perguntas sobre como migrar, então vamos adiante com outro tópico.

Pode-se realmente ter mais poder em um PC com menos dinheiro?

Sim, totalmente. Você terá mais performance geral e para render, por exemplo, em ambos Cinema 4D e After Effects quando se compara um PC com um Mac do mesmo preço. Mas quanto mais poder? Quanto a mais de melhora? Bom, isso depende de um monte de variáveis. Vejamos…

Queremos ter uma boa ideia do que os Pros da indústria usam nesse momento. Depois de uma pesquisa sobre preferências computacionais com alunos do SofM, chegamos ao número de 60% de usuários de macOS. O Mac é seu computador primário.

Pedimos então às mesmas pessoas para colocar suas máquinas em teste. Rodamos então o Cinebench e o After Effects Benchmark file.

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Comecemos olhando os resultados de tempo de render no After Effects. Bom, esse pode não ser o método mais científico ao se olhar para os resultados, mas queremos que seja simples. Os gráficos acima mostram todos os tempos de render dos alunos ao usar o AE Benchmark file. Pegamos os números e fizemos uns cálculos para chegar a um consenso; os usuários de Mac tiveram seus tempos de render em cerca de 10 minutos e 22 segundos, enquanto os que usam PC fizeram em nove minutos e 16 segundos.

Isso significa que a rapaziada nos PCs foi 15% mais rápida no teste com render em AE. Claro que existe um bocado de coisas que podem influenciar na performance do After Effects – como velocidade de disco, de memória, cache ou mesmo qual versão do AE se usa. Por isso, nosso segundo teste foi com o Cinebench, que usa o motor de render do Cinema 4D para medir o quão rápido é seu processador.

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Só olhando os gráficos, nota-se que os PCs têm mais poder computacional. Fizemos nossos cálculos e chegamos a dois números: os Macs com uma pontuação de 737 e os PCs com a pontuação de 984. Isso é uma diferença de 35% na performance!

Qual a média entre Macs e Pcs em termos de preço/especificações?

Baseado nas configurações dos participantes de nossa pesquisa, o modelo 2015 iMac com 3.2GHz Intel Core i5 que custa $2,199 (R$ 13.899,00), é o “Mac padrão”. Nessa máquina, você tem máximos 16GB RAM, 1TB de espaço interno e tela 5K, e com ela o teste no After Effects Benchmark file é cerca de 10 minutos e 30 segundos.

Agora vamos pegar um PC com especificações baseadas na pontuação do AE Benchmark (nove minutos para render). Um PC com o mesmo tanto de RAM e espaço interno sai por $1050. Claro que o iMac já vem com monitor embutido, então escolhemos um equivalente da Dell de 27″ por $480. Isso faz com que o PC completo custe $1530, tendo performance superior ao iMac da média.

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Recapitulando: pode-se comprar um PC de 15 a 35% superior na performance em relação ao iMac, com orçamento 40% menor. E como bônus, o PC ainda traz consigo uma GTX1070, que deixa o iMac no chinelo. Mas falaremos sobre GPU mais pra frente.

As vantagens de migrar para o mundo dos PCs

Escolhas! Muito além do que jantar em seu restaurante favorito, montar um PC é escolher a potência que se quer no limite do que se pode. Você terá mais versatilidade e reparabilidade de hardware. Pode-se montar uma máquina com processador com tantos núcleos que não se pode contar nas duas mãos – ou podemos economizar e pegar algo mais modesto para economizar. Você decide.

Você pode montar um PC inicial com 16GB de RAM e depois que você fizer aquele freela bacana, for pago e quiser investir, basta dar um upgrade para 32 ou 64GB; quem sabe 128 ou 256GB? Rola também.

E não nos esqueçamos das GPUs! Sabemos que o mundo do render está se voltando para motores acelerados via GPU, como Octane e Redshift. Essas engines via GPU aceleram de forma vertiginosa o render de aplicações 3D, e são porcamente suportadas no macOS. Mas caso você seja apenas usuário de AE, saiba que a Adobe está de olho e implementando pouco a pouco essa aceleração.

“Não me importo com especificações, só quero trabalhar!”

Está certo, nem todos querem se tornar conhecedores de hardware. Há quem queira apenas “tirar da caixa e trabalhar”. E sim, montar um PC com as especificações certas para suas necessidades dá bem mais trabalho do que tirar um iMac da caixa. Entretanto, a economia financeira do lado dos PCs – juntamente com as vantagens de performance e customização – são incontestáveis.

E há opções de PCs pré-montados ou All in One da Dell, HP e Boxx (no Brasil, há lojas locais nesse sentido).

O macOS é lindo, não consigo imaginar usando outra coisa…

Muita gente diz que não migraria pro Windows por sua aparência. A Microsoft tem se esforçado para melhorar a aparência do Windows 10, e apesar de não ser tão visualmente sólido como o macOS, já está excelente perto do que era. Leva-se algum tempo pra se adaptar a certas funções e modos de navegação, mas no geral ambos os sistemas são parecidos.

Não esqueçamos, contudo, que nosso trabalho é criar peças incríveis de Motion Design, e que passamos a maior parte do tempo em frente ao After Effects/Cinema 4D, e não apertando o botão iniciar do Windows. O sistema operacional está aí somente para rodar a aplicação que você precisa, seja Chrome, seja AE, seja VLC.

E os vírus?!

Contrariando o senso comum, nem só de PC vivem as pragas virtuais. Os Macs também estão sujeito a pragas, e o mito de que Windows possui mais vírus vem do fato de que a vasta maioria dos computadores no mundo rodam Windows.

Globalmente, para cada usuário de macOS existem outros 14 no Windows. Essa diferença abissal impacta diretamente nos relatórios de quantidade de máquinas infectadas. Caso não acreditem, basta ler esse artigo de gente que entende sobre segurança em SO. Resumidamente, não existe nada mágico em Macs que os faça mais seguros. Ao fim do dia, a segurança do seu sistema depende de você evitar baixar coisas estranhas de lugares obscuros.

Ok, então talvez os PC não tenham tantos vírus, mas definitivamente eles travam o tempo todo, certo?

Hum… Como um usuário de macOS, você pode dizer que nunca experimentou crashes ou que certa aplicação nunca encerrou ou travou sozinha? Obviamente, a resposta é não. Qualquer computador, com qualquer sistema, pode travar – do seu smartphone ao super IBM Watson -, todos estão sujeitos a isso. Quando estressamos uma máquina com trabalho demasiado, ou digitamos uma linha de código errado em certo software, se o sistema computa, pode travar. Sem exceções.

O mesmo pode ser dito sobre falhas de hardware. Pode acontecer mesmo com as máquinas mais primorosas que existem. Talvez seja essa uma das vantagens dos Macs, pois o Apple Care e Genius Bar têm ótimo suporte.

Em PCs, seu suporte geralmente será da loja que lhe vendeu o hardware, ou em separado, para cada peça. A HP e Dell, com seus PC pré-construídos, possuem suportes similares aos da Apple. E claro, algumas lojas oferecem mesmo a garantia de trocar o PC inteiro em caso de falhas de hardware.

Sabemos que é muita informação para absorver

Eis a lição máxima que você pode tirar dessa imensa primeira parte do artigo: com um PC, pode-se ter desenvoltura maior por menor preço. Se suas prioridades em um sistema são velocidade e poder, então é melhor começar a considerar uma migração para PCs. O único ponto contra os PCs é que se precisa fazer alguma pesquisa de campo sobre peças e componentes ideias. A solução é ter aquele amigo expert, pesquisar na web pra não comprar gato por lebre e ser paciente.

Fora isso, nos vemos na segunda parte!


Fonte: School of Motion | Traduzido do original Mac vs PC for MoGraph | Part 1: More Bang for your Buck?

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