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Motion Design: quais softwares aprender? – Ctrl+Alt+N

Quem está começando no Motion Design pode se sentir um pouco assustado com a enorme quantidade de tutoriais e artigos sobre o assunto. Esse campo é vasto, e certamente há tanta coisa para se aprender que é humanamente impossível assimilar tudo em uma vida. Alguns artistas acabam se especializando, alguns se tornam generalistas; outros se inclinam mais para o design e alguns para a animação. O truque é descobrir no que você é bom, dominar isso e melhorar lentamente todo o resto. No início, porém, é difícil saber por onde começar.

Se você está no início da sua carreira – ou sente que pode subir de nível –, aqui está um roteiro dos aplicativos que todos deveriam focar. Vale lembrar que a lista é baseada em minha experiência como Motion Designer, podendo haver divergências quanto a ordem de importância para cada artista (quero dizer com isso que para alguns a ordem que coloco pode não ser ideal, mas na minha opinião seria a mais sensata, levando em consideração as exigências do mercado).a

1. After Effects

Todos sabem que ter uma compreensão decente de Photoshop e Illustrator é algo ótimo para ser um Motion Designer eficaz. No entanto, do ponto de vista da empregabilidade, um artista que domine a linguagem do Motion no After Effects vale seu peso em ouro. Isso porque o AE é o software padrão para Motion Graphics. Provavelmente, 100% das peças que vemos por aí tem algo de AE (quando não são feitas totalmente nele).

O After Effects é um dos programas mais profundos e complexos que existem, e muitos se enganam ao achar que o dominam totalmente. Tenho certeza que o que direi é algo óbvio, mas a melhor maneira de aprender After Effects é usar o After Effects… Muito. Faça tantos exercícios e testes quanto possível; continue praticando, tente descobrir como as coisas foram feitas em animações que você gosta, faça perguntas à comunidade. Há muito a aprender, e se você está tentando obter trabalho como Motion Designer em After Effects, eis o mínimo que precisa saber:

  • Dominar o Graph Editor
  • Como configurar comps com o tamanho e frame rate apropriados
  • Como usar vetores vs. bitmap artwork
  • Como usar máscaras
  • Como usar parenting de modo eficaz
  • Como usar Shape Layers
  • Animação tipográfica
  • Como manipular keyframes e sua interpolação
  • Como renderizar para formatos populares
  • Efeitos básicos
  • Conceitos de composição aplicados ao software

Esse é o obrigatório, sendo coisas que eu ensino arduamente (e muito mais que isso!), em nosso curso Motion Design Essencial em After Effects. Depois de dominar o básico, você será imediatamente relevante como artista de motion graphics. Claro, ainda não receberá propostas da Buck, mas estará no caminho certo.

2. Photoshop e Illustrator

Muitos dizem que o After Effects é, essencialmente, o Photoshop com os keyframes; isso é praticamente verdade. Quase todas as grandes peças de Motion começam com um ótimo design; e esses dois aplicativos são onde geralmente esses projetos começam.

Claro que, em um grande estúdio, geralmente quem cuidará dessa parte serão outros artistas que não Motion Designers; mas se você se aventurar no mundo dos freelancers, ou estiver no início de carreira, provavelmente terá de criar – em algum momento -, as artes de um projeto. Não é regra, mas pode acontecer.

Assim, há um milhão de truques que ajudam a tornar suas imagens mais chamativas, criar elementos bonitos do zero ou retocar os assets enviados por um cliente. Dominar esses programas não é algo exatamente obrigatório, mas em geral, você deve, pelo menos, saber como:

  • Recortar imagens de modo acurado
  • Organizar arquivos em layers para usá-los no After Effects
  • Criar artes vetorias, criar text outlines
  • Redimensionar imagens muito grandes para adequar ao AE

3. Cinema 4D

No mercado de Motion Design atual, é quase um requisito ter algumas habilidades 3D básicas. Existem excelentes plugins para o After Effects, como Element, que permitem que se use algumas funcionalidades 3D, mas mesmo assim nunca teremos a mesma flexibilidade de um verdadeiro aplicativo 3D.

Há uma meia dúzia de programas 3D por aí que são bastante usados em Motion, mas o Cinema 4D tornou-se o padrão e queridinho da indústria. No topo do mundo 3D temos o Maya, SoftImage e 3DS Max também, mas se tiver que escolher, recomendo o Cinema 4D.

O C4D também é um programa incrivelmente profundo e é, de inúmeras formas, mais técnico do que o After Effects. Alguns dos princípios básicos que devemos saber no C4D:

  • F-Curves
  • Módulo MoGraph
  • Materiais
  • Como funciona a iluminação em 3D
  • Como usar Global Illumination e Ambient Occlusion
  • O que são os Normals
  • O que são UVs?
  • Tags

O bom do Cinema 4D é que ele possui recursos incríveis para criar animações complexas rapidamente. Então ter uma compreensão ao menos básica de como funcionam os programas 3D pode ser extremamente útil para um artista do Motion.

Nota: Fiquem atentos que logo, logo, teremos um curso completão de Motion Design no Cinema 4D!

4. Bônus: outras aplicações

Há ainda outros softwares paralelos que podemos aprender, por um motivo o outro, no decorrer de nossa carreira. São aplicações para fins mais específicos, mas que, no devido tempo, podem acrescentar algo em nossa pipeline de Motion Designers. Lembrando que esses não exatamente obrigatórios, e em última análise, podemos viver sem.

  • Moho (Anime Studio)
  • Adobe Animate
  • Adobe Character Animator
  • Spine
  • Mocha
  • Blackmagic Fusion
  • Octane Render, Arnold Render e Redshift

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