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Qual o nome daquela coisa? B-Roll | Ctrl+Alt+N

Na produção audiovisual, chamamos de B-roll (ou B roll, B-reel ou B reel) aqueles takes suplementares ou alternativos ao take principal. Aqui, no Brasil, comumente, chamamos de B-roll de imagem de cobertura. Sua principal função é ajudar a contar uma história através de outros ângulos, além de dar dinâmica, ritmo e opções para o editor montar um material.

Pegue, por exemplo, o caso de uma entrevista. Os takes principais serão aqueles que focam no entrevistado (no caso de entrevistas com 2 ou mais câmeras). O B-roll, neste caso, dependerá de como você quer contar aquela história, algumas sugestões poderiam ser pra este caso específico: detalhes das mãos do entrevistado sugerindo certo nervosismo do mesmo, expressões faciais como rugas sugerindo certa idade e experiência de quem fala, takes do cotidiano do entrevistado mostrando a rotina do mesmo, ou, até mesmo takes com drones situando o espectador sobre o lugar que a entrevista aconteceu. São apenas sugestões, mas tudo dependerá da intenção que se quer dar a um projeto.

No início do ano, o FilmMaker Peter Mckinnon publicou um vídeo incrível, em seu canal do youtube, a respeito da importância de se gravar o B-Roll:  Step up your Filmmaking : The Importance Of B-Roll. Além de todo o carisma natural do cara, o vídeo explica na prática o quão importante ter consciência do que se quer filmar e gravar alternativas de B-roll para editar:

A história por trás do nome.

Atualmente, o B-Roll é usado, cotidianamente, tanto em um vlog quanto em um filme de Hollywood. O termo B-Roll, vem dos tempos do analógico fotossensível, no qual usava-se duas bobinas na montagem para editar de diferentes maneiras. A ideia deste material extra era evitar passagens abruptas entre um corte e outro. O próprio nome já nos dá uma noção do que são estas imagens, traduzindo literalmente, B-Roll significa rolo (de filme) B. Ou seja, é um rolo opcional, alternativo e suplementar ao rolo A.

Mais tarde, na televisão, com o advento das mesas de corte, o termo ganhou força devido à precisão técnica que os editores ganharam para fazer inserções com materiais B-Roll. Hoje, com o digital, a agilidade e facilidade de se gravar materiais extras, dando maior significado visual a uma sequência e ajudando a explicar a história com mais detalhes, é realidade comum.

Se você trabalha com cinema, provavelmente já deve ter ouvido falar dos altos custos com metragem de película. Imagine agora, o quão difícil era pra um editor ter farto material de B-roll em mãos, uma vez que isto oneraria demais o orçamento de uma produção. A diferença para o digital é gritante, não é mesmo?

Faça B-Rolls!

Diretores experientes costumam não filmar além do que precisam, e, muitos são contra tais práticas. Então, caso você esteja começando a produzir vídeos, certifique-se que não irá lhe faltar imagens na hora de editar. Se você é um filmmaker, na hora de gravar, planeje e pense em como produzir B-rolls (ou imagens de cobertura) que realmente te ajudem a contar uma história ou sublinhem uma informação importante. Além, claro, de dar dinâmica e ritmo à sua edição. E se você trabalha exclusivamente como editor, converse com o diretor ou o fotógrafo (diretor de fotografia), aconselhando-os a te entregarem determinadas imagens. Pode parecer óbvio, mas nem todo mundo tem este hábito. E acredite, uma simples conversa pode salvar sua vida em um projeto e tornar o trabalho final muito mais interessante.

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