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Dicas poderosas de como a Neurociência e a PNL podem te ajudar a melhorar seu foco.

De acordo com a Sociedade Americana de Neurociências, criada em 1970, Neurociências é “o conjunto das disciplinas que estudam pelos mais variados métodos, o sistema nervoso e as relações entre as funções cerebrais e mentais”. Já a PNL (Programação Neurolinguística) estuda e se ocupa da experiência subjetiva individual. De maneira simplista, neurociência lida mais com o cérebro do que com a mente, ao passo que PNL trabalha mais com a mente do que com o cérebro

“Se um homem encara a vida de um ponto de vista artístico, seu cérebro passa a ser seu coração.”

Oscar Wilde

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Todos nós precisamos de foco para conseguirmos ser eficientes, proativos e obter satisfatórios resultados no trabalho e na vida. A falta de foco consome energia, gera estresse, causa irritação, problemas de relacionamento, sensação de inutilidade, baixa autoestima e pode ser danosa à saúde e à carreira.

Mas como podemos adotar métodos, adquirir consciência e melhorar nossa performance no dia-a-dia com medidas simples? Essa é uma pergunta complexa, mas que não necessariamente precisa de respostas complicadas.

O PhD Daniel Goleman, famoso psicólogo americano, diz que:

“Foco é a capacidade do ser humano em manter um estado de atenção concentrada.”

No vídeo abaixo, Goleman dá dicas simples e eficazes de como aumentar nosso poder de atenção e, logo, nosso foco.

Foco não pode ser apenas uma palavra em sua cabeça, tem que ser uma experiência geradora de comportamento. Dito isto, vamos elencar alguns ítens que lhe farão ter mais consciência dos seus processos mentais e comportamentais.

01- Pare por um instante e faça uma revisão sincera dos agentes causadores da dispersão de atenção, ou seja, quais são os principais fatores que te tiram a atenção e o foco dos seus objetivos principais? É interessante anotar num papel esses itens, para que possa revisá-los sempre que necessário.

02 – Um dos pressupostos da Programação Neurolinguística – PNL diz que todo comportamento possui uma intenção e que todo comportamento é, foi ou será útil nalgum contexto. Sendo assim, nada é totalmente bom ou ruim, tudo depende de um contexto. Se você gosta de ficar lendo sites de notícias, ver vídeos de stand up na hora do trabalho, isso torna tais coisas fúteis para o contexto. Mas se você faz tais coisas nos seus intervalos de trabalho, isso pode ser bastante útil e proveitoso no seu processo criativo. Portanto, contexto é fundamental para separar futilidade de utilidade.

03 – Segundo a Neurociência, o comportamento humano é guiado por dois polos opostos e complementares, em termos de regulação comportamental: a fuga da dor e a busca do prazer.

Um desses polos é a aversão, ou seja, evitar aquilo que é danoso, que causa incômodo e dor. Quando você procrastina, está usando uma parte do seu cérebro, localizada no complexo límbico, especificamente está usando a sua amígdala cerebral para criar aversão por algo, mesmo que isso contrarie a lógica de não repetir o padrão da falta de foco. O sentimento é ruim, mas cria uma lacuna de neutralidade emocional ou de alivio. É como se você estivesse fugindo de algo perigoso e encontrasse um abrigo, mas as responsabilidades não somem por isso.

Quando você entra no padrão da falta de foco a sensação é boa, afinal, o padrão aqui é entrar na zona do prazer, uma área cerebral dentro do mesmo complexo límbico do seu cérebro o núcleo accumbens ou região do prazer. É a mesma área que regula sexo, comer chocolate, usar drogas, etc. Quanto mais prazer melhor e isso cria um condicionamento denominado “adição”, que na prática significa reforçar o comportamento de prazer. É como se você tivesse fazendo algo proibido, mas ao mesmo tempo tão bom que vale a pena, é um sistema de recompensa imediata. Depois vem a sensação de dificuldade e a área da aversão é acionada, levando você ao padrão da falta de foco, uma sensação de luta e fuga. Você acaba fugindo do que deveria fazer, perde o foco e vai para o que lhe dá prazer. Entendeu como o nosso cérebro funciona?

Falta_de_Foco_Aversao_Atracao_IBGA_PNL_neurociencias

Mas como podemos equilibrar esses dois polos?

O padrão da falta de foco ocorre quando um comportamento funciona tanto na busca e produção do prazer (reforço positivo), como na redução ou eliminação de emoções e sentimentos negativos, fuga da dor (reforço negativo). Agora retome aquelas anotações que você fez no início sobre aqueles pontos que te fazem perder o foco: Aqueles momentos de gueps que você identificou são marcadores comportamentais (neurotransmissores e hormônios) que, se quebrados, podem abrir possibilidades de enfraquecimento do padrão de fuga da dor, dos reforços ou âncoras negativas.

Do mesmo modo, ao descobrir os benefícios da busca do prazer, você pode descobrir outros meios de conseguir satisfação, por exemplo, ao associar a realização de uma tarefa à sensação de utilidade.
Claro que isso não é tão simples de fazer, pois se trata de uma reprogramação mental e comportamental, mas é um começo de tomada de consciência.

Uma das mais eficientes maneiras de se resolver um problema envolve três etapas:

1-Aceitação do problema;
2-Análise do problema;
3-Solução do problema.

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Aqui vão algumas dicas de como você pode melhorar sua atenção e foco:

Meditação

A meditação é uma das práticas mais eficientes para se ter uma saúde mental e física. Costumo dizer que a meditação é a fisioterapia da atenção. Nossa atenção está atrofiada, ela é como um músculo, logo, precisamos fortificar esse músculo e a melhor forma de fazê-lo e meditando diariamente.

A meditação tem que ser uma espécie de manutenção diária. Assim como você tem que alimentar o corpo, tomar banho, escovar os dentes, temos que meditar. A meditação, além de melhorar nossa atenção e foco, ajuda a sermos mais criativos, a termos um sono reparador e ao mesmo, a termos uma maior saúde física e mental. Meditação é autoconhecimento.

Meditar é simples e todos podemos meditar (na verdade nascemos sabendo meditar e perdemos isso ao longo da vida). Meditar é aprender a estar presente, alerta e isso é ter foco. Abaixo deixo alguns links que podem te ajudar nessa jornada:

Se você quiser aprofundar nesse assunto, esse site do Osho

Sons Binaurais

O som capaz de alterar o comportamento do cérebro foi descoberto em 1839 pelo cientista alemão Heinrich Wilhelm Dove. Ele descobriu que quando os sinais de duas frequências diferentes são apresentados separadamente – um para cada ouvido – o cérebro detecta a variação de fase e tenta conciliar essa diferença sincronizando o funcionamento dos hemisférios esquerdo e direito. Isso resultaria em ganhos terapêuticos.

O cérebro influencia diretamente o estado da mente. Definidas pela frequência com que pulsam, as ondas cerebrais são correntes que fluem pelas ligações neurais, conforme explica o neurologista e neurofisiologista clínico Luís Caboclo, presidente da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC).

Delta 1 a 3 Hz: são as ondas mais lentas e estão associadas ao sono profundo. É o reino do inconsciente.
Theta: entre 3 e 7 Hz. Presentes na meditação profunda e sono leve. Reino do subconsciente.
Alfa: entre 8 e 13 Hz. Ligadas à tranquilidade e relaxamento com olhos fechados e repouso sensorial. Acessadas durante a meditação.
Beta: as mais rápidas. Estão associadas ao estado de vigília, à lógica e ao raciocínio.

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A frequência Alpha, de 8-13 Hz é a mais indicada para quem quer ter mais foco. Veja seus benefícios:

  • redução de ansiedade;
  • aumento da energia e vitalidade;
  • reduz estados de depressão e estresse;
  • estabiliza os batimentos cardíacos;
  • maior intuição;
  • sensação de revitalização mental e física;
  • meditação mais leve;
  • melhor aprendizagem e foco;
  • coordenação mental;
  • relaxamento e concentração nas mais diversas atividades cotidianas.

Como usar os sons binaurais? É necessário que use fones de ouvido para obter seus benefícios. Antes de começar um trabalho, coloque seus fones, feche os olhos e fique pelo menos uns 15 minutos sob a ação dos sons binaurais. abaixo um link que você pode ouvir.

Divirtam-se!

 

Fontes: IBGA, Neurosaber, JRM, blog Zen

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